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A colher, palavra tão pequenina e tão grande em seu valor. Aconchegar, abraçar, criar laços, estar presente, incluir, ato de amor. Assim, preparamos com muito carinho a chegada de nossos educandos e educandas. “Que eles se sintam a nossa razão de estarmos aqui, sintam-se felizes, protegidos e acolhidos em suas necessidades”, explicou a coordenadora pedagógica da Casa Pequeno Davi, sobre a semana da Colônia de Férias para a chegada da meninada.

O acolhimento faz toda a diferença. Porque acolher é mais que o simples receber ou recepcionar. Por isso, de 05 a 08 de fevereiro, a Casa Pequeno Davi promove a Colônia de Férias para acolher as crianças e adolescentes para as atividades de 2018. O momento de acolhida vai acontecer no palco com a apresentação e animação dos educadores/as e educandos/as. Na programação ainda oficinas de contação de histórias e confecção de fantoches de papel, origami, musicalização com artes, Artes – Máscaras com papel machê, aulão de percussão/frevo, dança, massa de modelar caseira. O dia vai ser encerrado com a socialização das oficinas.

Na terça (06), está programa uma visita a Usina Cultural Energisa. Na quarta-feira (07) acontece o Carnaval da Casa, animado ao som de marchinhas e frevo, levando o bloco para as ruas do bairro. A semana será encerrada com a inauguração do jardim da biblioteca, um sarau poético por crianças e adolescentes e apresentação de voz e violão.

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Como continuidade de um projeto anterior com foco na primeiríssima infância, o Projeto Ilha de Direitos – Fase II: estratégias em Advocacy pela infância na Ilha do Bispo, em João Pessoa tem promovido um olhar coletivo pelo direito à infância segura e saudável.A ampliação do foco das ações voltadas para práticas integrativas de saúde como foi no primeiro projeto, para ações em Advocacy para a infância busca através do tripé de atuação – a formação, articulação política e estratégias de comunicação contribuir no fortalecimento e ampliação das políticas públicas voltadas para os pequenos, com uma atuação mais qualificada e com incidência política de forma ampliada não apenas com os públicos direto mas junto à comunidade, Conselho de Desenvolvimento Comunitário – CDC e a Rede Amiga, é o que expressa a coordenadora do projeto, Cristiane Freire.

O Projeto é realizado pelo Instituto Intercement com a execução das atividades pela Casa Pequeno Davi, em parceria com a Rede Amiga da Ilha. Um elemento visto como diferencial na execução da etapa atual destacado por quem vivencia as ações é a metodologia adotada.

“Acho que o diferencial é essa metodologia integrativa, ou seja, a busca pelo trabalho em rede, capacitando os profissionais das instituições e motivando-os de forma dinâmica”, avalia Thamara Bernardino, psicóloga do Centro de Referência Assistência Social (CRAS) da Ilha do Bispo.

Entre avanços e desafios, o primeiro semestre do Projeto tem sido avaliado com resultados positivos. O Ilha de Direitos tem contribuído com o enriquecimento da aprendizagem com novos conhecimentos, a capacitação para os profissionais com objetivo de umaatuação qualificada e o fortalecimento da relação de integração com a comunidade.
Para Gláucia Holanda, gerente da Unidade de Saúde da Famíliada Ilha do Bispo, um destaque importante para o projeto tem sido o olhar coletivo. “Trazer para nós uma construção conjunta das necessidades da infância e ao mesmo tempo, observa-se a problemática da comunidade e como pode ser melhorado ou até sanado alguns problemas a partir deste olhar coletivo”, reforça.

Objetivo e ações do 1° Semestre 2017


Promover, através das ações em Advocacy, a implementação e o fortalecimento das políticas públicas e serviços ofertados na comunidade da Ilha do Bispo, no município de João Pessoa/PB, por meio da formação dos atores do Sistema de Garantia de Direitos, contribuindo na melhoria dos atendimentos infância e às famílias no território.
Várias atividades se concretizaram para este fime todas realizadas no território:
– Lançamento do Projeto Ilha de Direitos;
– Oficinas de Capacitação do profissionais dos serviços em ação em Advocacy nas Políticas Públicaspara a infância;
– Oficinas de sensibilização com Familiares e Gestantes sobre a importância do cuidado seguro e saudávelna Infância;
– Plano Desenvolvimento Local para Infância;
– Encontro Sistemático com a Rede Amiga Sócio Assistencial Ilha;
– Oficinas Contação de História com crianças;
– Articulações com gestores do município e câmara dos vereadores;
– Ampliação de parcerias;
– Visibilidade das ações nas mídias sociais;
– Além da ampliação de oficinas e atividades não previstas mas que foram realizadas: biodança com crianças na ARCA; oficina de mini confeitaria e revitalização de horta do CREI; oficina com profissionais da USF – cuidando de quem cuida da infânciae oficina de pintura sobre o painel da comunidade.

 

Contexto dos direitos pela Infância

A infância é uma etapa importante no desenvolvimento e as experiências dessa época são levadas para o resto da vida, desde a gestação ao desenvolvimento do bebê, período de desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Mais do que isto, é um período onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa, na aquisição das bases de sua personalidade e na percepção dos espaços de vivências.
” Atualmente os maiores desafios são o contexto de vida das famílias com suas vulnerabilidades sociais/culturais de violência, de projeto de vida e a falta de investimento financeiro/social dos setores governamentais”, aponta Gero Aguiar, coordenador executivo da ARCA.


E os desafios da infância segura e saudável também enfrenta, como diz Gláucia Holanda, a falta de cumprimento do papel dos responsáveis. “A maior dificuldades é fazer com que os responsáveis pelas crianças entendam os seus direitos e as respeitem como crianças. Muitos tratam as crianças como adultos ou não se acham responsáveis pela educação e transfere essa responsabilidade para a creche (CREI) ou escolas. Não é fácil receber uma caderneta de vacina sem nenhuma dose aplicada e a criança já com 3, 4, ou mais aninhos”.
Nesse contexto, umprojetoconstruído por várias mãos e compromisso tem uma grande missão de forma direta, na vida de mais de 200 crianças e 600 de forma indireta.

A importância das parcerias

É consenso entre os parceiros que o trabalho em redes faz a diferença. Para o coordenador da Associação Recreativa Cultural e Artística (ARCA) , a proposta de ser desenvolvido em Rede faz sim diferença, pois é alimentados por vários saberes que possibilitam uma maior diversidade de conhecimentos e experiências que são compartilhadas, além de passar a ter uma dimensão ampla na comunidade. O engajamento dos parceiros tem sido o diferencial na implementação do Projeto. Assim, todas as ações apresentam uma sinergia como Instituto InterCement, o Conselho de Desenvolvimento Comunitário (CDC), Fábrica, ARCA, Amazona, CRAS, CREI, Escolas – Estadual e Municipal, Escolinha Luz do Mundo, USF, ACIP, Igreja Nosso Senhor do Bonfim e a Rede Sócio Assistencial Amiga Ilha do Bispo.

Expressar que todos os resultados apresentados no primeiro semestre foram frutos de um trabalho em equipe, envolvendo parceiros e comunidade, sem eles/elas, que de fato abraçaram a ideia e a proposta do projeto, não teríamos alcançado. Que parceria e visibilidade são ferramentas importantes na consolidação da ações e na ampliação e fortalecimento das políticas públicas para o pleno desenvolvimento da infância, é o que reforça a coordenadora do projeto.

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D esde o seu lançamento em julho nos estados da Paraíba e do Ceará, a campanha “Quando o povo se junta, o poder se espalha” vem buscando ganhar visibilidade junto aso públicos para alcançar seu objetivo valoriza as atitudes e os espaços de participação social, a organização das pessoas, seja em grupos, iniciativas de agrupamentos por segmento social, para reivindicar os direitos humanos de populações que têm seus direitos sonegados e os que estão ameaçados.

No período de 06 a 08 de dezembro, a Rede de Educação Cidadã – Recid (Ceará), uma das organizações parceiras da campanha, participou do Seminário Conexões do Terceiro Setor, na Universidade de Fortaleza (Unifor). A participação com um stand com materiais informativos da campanha gerou visitação e possíveis articulações para a disseminação da mesma junto aos públicos, segundo os educadores que acompanharam o evento. O Seminário foi voltado para gestores e profissionais de entidades sem fins lucrativos, além de representantes do segmento empresarial e do poder público acontece de 06 a 08 de dezembro.

A nossa comunidade tem a nossa voz

A campanha é uma ação do Projeto ‘Organizações da sociedade civil do Nordeste incidindo sobre mecanismos de participação e controle social para a efetivação de políticas públicas’, co-financiado pela União Europeia, com foco no fortalecimento institucional das organizações para uma presença ativa junto aos mecanismos de participação social e transparência pública na região Nordeste, com recorte nos estados da Paraíba e Ceará. Foi proposta com o slogan “A nossa comunidade tem a nossa voz” e lançada frente ao contexto de desafios expostos para a sustentabilidade das organizações e movimentos sociais, especialmente no Nordeste.

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