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O cenário sócio-político e econômico atual se apresenta desafiador. Mas também se torna um estímulo às organizações da sociedade civil a se organizarem no sentido de buscar alternativas de melhorar esse contexto. Nessa perspectiva, a Casa Pequeno Davi está executando em parceria com a Rede de Educação Cidadã (Recid), a United Purpose (UP), a ONG Menina Feliz e o Instituto Frei Beda de Desenvolvimento Social (IFBDS) o projeto “Organizações da sociedade civil do Nordeste incidindo sobre mecanismos de participação e controle social para a efetivação de políticas públicas”, cofinanciado pela União Europeia.

Nesse momento adverso em que vivemos no país, o Projeto propõe reflexões nos grupos organizados da sociedade civil e nas populações locais onde o projeto atua nos Estados da PB e no CE, como: o exercício da democracia, sobre a importância dos espaços de participação social, através de conselhos de direitos, fóruns, redes e articulações sociais, de organizações e movimentos sociais; o fortalecimento das organizações, movimentos e redes sociais, para proporcionar a sociedade civil instrumentos, estratégias e mecanismos para continuar conquistando direitos e dignidade e enfrentando e superando as ameaças para a retirada dos direitos conquistados; o apoio as ações e mobilizações que pautam as reivindicações e o monitoramento de direitos da população mais vulnerável, através de incidência política.

O coordenador do Projeto, Ronildo Monteiro, destaca alguns potenciais das ações, especialmente pela abrangência geográfica. “O conjunto mobilizador, desde os focos de ação a abrangência geográfica do projeto, proporciona potencialidades, através de trocas de experiências entre organizações sociais situadas em sua maioria no semiárido brasileiro; e possibilidades de incidências conjuntas em níveis estadual e regional”, comenta Ronildo.

Abrangência e importância do trabalho em rede

Ao mesmo tempo em que os desafios estão postos, para a execução direta das ações, para que as conexões estabelecidas nos dois estados, em 44 municípios e cerca de 120 organizações sociais, produzam resultados para as populações locais onde se atuam, as parcerias se mostram como diferencial para o resultado do Projeto.
Para a ONG Menina Feliz, de Campina Grande, região da Borborema da Paraíba, uma das organizações envolvidas, o trabalho em rede faz toda a diferença.

“Constatamos tudo isto para dizer que o projeto chegou na hora certa, já da para perceber resultados positivos nos grupos e entidades que são acompanhadas. O trabalho em rede é dinâmico, animador e nos mostra horizontes, esta parceira nos motiva a ir atrás de outras fontes, outras vidas, outros perspectivas”, opina, Maria das Graças Santos, da coordenação da ONG.
Segundo ela, o momento atual não tem sido fácil e aponta algumas dificuldades. “O Brasil inteiro está passando por um momento difícil de retirada de direitos conquistados, não tem sido fácil permanecer com o funcionamento das atividades nas entidades por falta de recursos que afeta diretamente a autoestima de quem está desenvolvendo as atividades, como também das participantes”, relata.

E conclui falando da importância do trabalho em rede, apesar das fragilidades. “Percebemos algumas dificuldades na maioria das entidades acompanhadas, a falta de pessoal, poucas pessoas para assumirem muitas tarefas e ao mesmo tempo, tendo que buscar sua sobrevivência, em outros espaços. Mas nada que comprometa o desenvolvimento e sucesso das ações seja da organização seja do projeto, especialmente pelo trabalho em rede”, explica, Maria das Graças.

Para Gilson Lucena, o Centro Sul do Ceará, a RECID possui uma capilaridade de abrangência e atuação nacional que se dá em diferentes níveis, de acordo com os territórios. Neste recorte territorial, Paraíba e Ceará, se destacam por ainda continuar, mesmo que de forma reduzida, um processo de articulação e organicidade entre as instituições e educadores das suas regiões, mantendo um diálogo próximo junto aos grupos de base que tecem o seu todo. Daí a importância dessa parceria para a execução do Projeto.

“Além dessa capilaridade, o encontro das duas metodologias envolvidas nos processos de formação e articulação do Projeto, a Educação Popular Crítico-freireana e o Advocacy, figuram importante elemento que agrega valores político e metodológico a sua execução”, explica Gilson.

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Na quarta-feira, 10 de maio, a Casa Pequeno Davi, a Rede Margaridas Pró-Crianças e Adolescentes e Redes de Proteção à Criança e ao Adolescente: Crer Ser (Cristo/Rangel), Amiga da Ilha (Ilha do Bispo) e Roger/Varadouro lançam a campanha “Pela Paz, somos todos iguais”, uma das ações do Projeto Tecendo uma cultura de paz na escola, com apoio da Fundação San Zeno. O evento vai acontecer às 9 horas, no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PB), em João Pessoa.

O que se pretende com a execução da campanha e do Projeto, que tem o apoio da Fundação San Zeno, é que o conjunto das ações propostas promova mudanças na vida dos seus públicos alvos, tendo em vista o seu forte caráter educativo para incidência política, no caso do trabalho com protagonistas infanto-juvenis e nas ações na escola, no caso da população em geral nos 03 territórios.

Dados do Mapa da Violência 2014 a Paraíba continua figurando como o estado com um dos maiores índices de violência letal do país tendo adolescentes e jovens como alvos principais. Diante dessa realidade, o Projeto pretende contribuir para um ambiente educativo que propicie uma aprendizagem de paz e tolerância junto a crianças e adolescentes dos bairros citados, afastando-os do universo de ilicitudes e instrumentalizando-os para a construção de suas cidadanias, a partir da permanência na escola e do apoio efetivo de seus familiares e professores.

Para enfrentar essa realidade será realizada uma série de iniciativas interligadas, priorizando um processo formativo e de articulação, que facilite uma cultura de paz e não violência e de superação da intolerância nas escolas.

Nesse processo formativo será: alunos, professores, familiares e as redes de proteção integral à criança e ao adolescente. Serão contemplados com as ações:
– 360 crianças e adolescentes participantes de 6 escolas públicas com alto índice de violência nos três territórios (Varadouro/Roger, Cristo/Rangel e Ilha do Bispo;
– 120 familiares e/ou responsáveis, afrodescendentes, analfabetos ou com baixa escolaridade;
– 90 professores/as de 6 escolas públicas onde serão realizadas as atividades com adolescentes, público deste projeto;
– 50 representantes de organizações (escolas, unidade saúde da família, outras ONGs e polícia) dos territórios onde serão realizadas as atividades).

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Professores/as e técnicos/as das escolas e instituições ligadas às redes de Proteção à Criança e ao Adolescente estão participando do ciclo de formação do Projeto ‘Tecendo uma Cultura de Paz na Escola’. O objetivo da capacitação é propiciar que os mesmos possam implementar ações e/ou adotem práticas que favoreçam o respeito e a tolerância no ambiente escolar e comunitário. O ciclo contemplou as três redes: Rede Amiga da Ilha (31/3), Rede Crer Ser (19/4) e Rede Varadouro/Roger (25/4), com a assessoria do psicólogo Aluízio Lopes.
Durante a formação na Rede Crer Ser, muitas falas, no grupo, de reconhecimento para a necessidade de mudança de posturas e atitudes, do diálogo onde não haja julgamentos e sim acolhimento, amorosidade e respeito com o outro.
No conteúdo programático da formação são priorizadas temáticas como: Mediação de Conflitos e Justiça Restaurativa, Comunicação não violenta, Paz, Tratamento de conflitos, Definição das diferenças entre conflito e violência, Definição dos tipos de violência (direta, estrutural, cultural), Definição dos tipos de paz (negativa e positiva), e Apresentação de formas de tratar conflitos.

“Trocamos experiências e conhecimentos que alimentaram ainda mais nosso desejo de trabalhar em prol da proteção integral de nossas crianças e adolescentes”, destacou Teomary Alves, da Rede Crer Ser.

Sobre o contexto de atuação do Projeto

O Brasil é o 4º país mais violento do mundo. A cidade de João Pessoa, área geográfica de abrangência do Projeto se encontra em situação alarmante de conflito e violência, com índices que superam os nacionais e que a coloca entre as áreas mais críticas do mundo. De acordo com dados do Mapa da Violência (2014) a Paraíba continua como o estado com um dos maiores índices de violência letal do país tendo adolescentes e jovens como alvos principais.

Para enfrentar essa realidade, o Projeto desenvolvido pela Casa Pequeno Davi e Rede Margaridas Pró-Crianças e Adolescentes, em parceria com as redes de proteção Crer Ser (bairros Cristo e Rangel), Amiga da Ilha (bairro Ilha do Bispo) e Varadouro e Roger, com o apoio da Fundação San Zeno (Itália) está promovendo uma série de iniciativas interligadas, priorizando um processo formativo e de articulação, que facilite uma cultura de paz e não violência e de superação da intolerância nas escolas.

O objetivo é ontribuir para um ambiente educativo que propicie a aprendizagem, a tolerância e cultura de paz na escola e no bairro.

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