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Cidadania com arte e cultura de paz

by @administracao on 24/09/2020

Nesses trinta e cinco anos, a Casa Pequeno Davi acumula longa experiência no tocante ao trabalho com adolescentes. Em sua trajetória vem desenvolvendo métodos educativos e motivadores que consegue mobilizar, sensibilizar e incentivar o público jovem para vivenciarem as atividades previstas nos projetos que diretamente contribuem com a formação cidadã dos adolescentes e jovens dos territórios de abrangência da instituição.

Para o coordenador do projeto, Josemir Raimundo, o apoio da BrazilFoundation chega para fortalecer o trabalho com os adolescentes e jovens dos territórios do Roger e do Varadouro, garantindo atividades que fomentam a participação, estimulando todos e todas para o processo de formação, contribuindo para o empoderamento em diferentes níveis.

“O empoderamento educativo, cultural e profissional oportuniza cada menino e menina através das atividades, reconhecer e entender o seu papel enquanto jovem protagonista, onde cada um possa disseminar para outros jovens, os conteúdos adquiridos durante o processo de formação, sendo multiplicadores e multiplicadoras de conhecimentos”, explicou Josemir.

A BrazilFoundation apoia o projeto ‘Adolescentes e Jovens Construindo Cidadania com Arte e Cultura de Paz’, que tem como objetivo contribuir com o empoderamento educativo, cultural e profissional de adolescentes e jovens em contexto de violência urbana e vulnerabilidade do território Roger/Varadouro, da cidade de João Pessoa, no estado da Paraíba. De forma direta o projeto tem como público 40 adolescentes e 260 crianças e adolescentes atendidos/as sendo beneficiados pelo projeto com ações até julho de 2021.

Desafios em tempos de pandemia

Apesar dos desafios da pandemia (Covid-19),  as atividades do Projeto vêm se desenvolvendo de forma estratégica, respeitando as realidades apresentadas e as dificuldades encontradas, com foco no alcance dos resultados.

“O momento pandêmico que estamos vivendo em nosso país (COVID-19) é um dos maiores desafios a ser enfrentado para o trabalho de articulação e mobilização da meninada dos nossos territórios, sobretudo pelo distanciamento das pessoas, ou seja, pelo convívio social. Isto se torna um desafio no processo de articulação do nosso público e fortalecimento do grupo”, enfatiza o coordenador do Projeto.

É importante pontuar que os adolescentes e jovens acompanhados vivem em situação de exclusão social e negligência do Estado na efetivação dos direitos fundamentais básicos, havendo uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A negligência com as políticas públicas, especialmente com o acesso aos recursos tecnológicos necessários, evidencia as fragilidades da maioria e impossibilita a meninada ter acesso à educação de qualidade. Mas outros direitos também são afetados como a moradia digna, a saúde plena, a alimentação de qualidade, o esporte e lazer.

“Esses direitos quando não são respeitados e efetivados causam graves consequências para o desenvolvimento humano, sobretudo no momento que estamos vivendo com a COVID-19, em que as ferramentas tecnológicas são subsídios que facilitam o diálogo, articulação e mobilização dos grupos para realização e desenvolvimento dos trabalhos ou atividades”, explica o coordenador.

Nem todos os adolescentes e jovens acompanhamos têm um aparelho celular, ou computador, conexão de internet e quando tem não é de qualidade. Esses elementos  pontuados aqui acabam fragilizando o trabalho e uma melhor articulação para o processo de participação e vivência do público no projeto.

Envolvimento de familiares e responsáveis no processo

A abordagem para o acompanhamento do projeto vem acontecendo semanalmente, por meio das plataformas  com chamadas de vídeos, mensagens via WhatsApp e chat de conversa que facilitam a comunicação e o processo de formação, a partir de um planejamento construído coletivamente entre a educadora e os/as adolescentes, que vem resultando na construção de uma agenda distribuída em dias, horários e quantidade de pessoas por grupo para participarem dos encontros virtuais.

Outro ponto importante que merece ser destacado é a interação da educadora com os familiares e responsáveis porque contribuem e fortalecem a ação, acompanhando seus filhos e filhas no tocante à mobilização e sensibilização para os momentos de encontros. “Eles e elas motivam os adolescentes para o trabalho sistemático que acontece semanalmente. Os adolescentes e jovens têm interagido bastante nos encontros virtuais, dando um retorno gradativamente positivo, interagindo uns com os outros durante o processo de formação, interagindo no grupo formado para encaminhamentos, mobilização e diálogos”, avaliou Josemir.     

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