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Pela infância: foco em advocacy e fortalecimento das parcerias na Ilha do Bispo

by @administracao on 27/12/2017

Como continuidade de um projeto anterior com foco na primeiríssima infância, o Projeto Ilha de Direitos – Fase II: estratégias em Advocacy pela infância na Ilha do Bispo, em João Pessoa tem promovido um olhar coletivo pelo direito à infância segura e saudável. A ampliação do foco das ações voltadas para práticas integrativas de saúde como foi no primeiro projeto, para ações em Advocacy para a infância busca através do tripé de atuação – a formação, articulação política e estratégias de comunicação contribuir no fortalecimento e ampliação das políticas públicas voltadas para os pequenos, com uma atuação mais qualificada e com incidência política de forma ampliada não apenas com os públicos direto mas junto à comunidade, Conselho de Desenvolvimento Comunitário – CDC e a Rede Amiga, é o que expressa a coordenadora do projeto, Cristiane Freire.

O Projeto é realizado pelo Instituto Intercement com a execução das atividades pela Casa Pequeno Davi, em parceria com a Rede Amiga da Ilha. Um elemento visto como diferencial na execução da etapa atual destacado por quem vivencia as ações é a metodologia adotada.

“Acho que o diferencial é essa metodologia integrativa, ou seja, a busca pelo trabalho em rede, capacitando os profissionais das instituições e motivando-os de forma dinâmica”, avalia Thamara Bernardino, psicóloga do Centro de Referência Assistência Social (CRAS) da Ilha do Bispo.

Entre avanços e desafios, o primeiro semestre do Projeto tem sido avaliado com resultados positivos. O Ilha de Direitos tem contribuído com o enriquecimento da aprendizagem com novos conhecimentos, a capacitação para os profissionais com objetivo de uma atuação qualificada e o fortalecimento da relação de integração com a comunidade.
Para Gláucia Holanda, gerente da Unidade de Saúde da Família da Ilha do Bispo, um destaque importante para o projeto tem sido o olhar coletivo. “Trazer para nós uma construção conjunta das necessidades da infância e ao mesmo tempo, observa-se a problemática da comunidade e como pode ser melhorado ou até sanado alguns problemas a partir deste olhar coletivo”, reforça.

Objetivo e ações do 1° Semestre 2017


Promover, através das ações em Advocacy, a implementação e o fortalecimento das políticas públicas e serviços ofertados na comunidade da Ilha do Bispo, no município de João Pessoa/PB, por meio da formação dos atores do Sistema de Garantia de Direitos, contribuindo na melhoria dos atendimentos infância e às famílias no território.
Várias atividades se concretizaram para este fime todas realizadas no território:
– Lançamento do Projeto Ilha de Direitos;
– Oficinas de Capacitação do profissionais dos serviços em ação em Advocacy nas Políticas Públicaspara a infância;
– Oficinas de sensibilização com Familiares e Gestantes sobre a importância do cuidado seguro e saudávelna Infância;
– Plano Desenvolvimento Local para Infância;
– Encontro Sistemático com a Rede Amiga Sócio Assistencial Ilha;
– Oficinas Contação de História com crianças;
– Articulações com gestores do município e câmara dos vereadores;
– Ampliação de parcerias;
– Visibilidade das ações nas mídias sociais;
– Além da ampliação de oficinas e atividades não previstas mas que foram realizadas: biodança com crianças na ARCA; oficina de mini confeitaria e revitalização de horta do CREI; oficina com profissionais da USF – cuidando de quem cuida da infânciae oficina de pintura sobre o painel da comunidade.

 

Contexto dos direitos pela Infância

A infância é uma etapa importante no desenvolvimento e as experiências dessa época são levadas para o resto da vida, desde a gestação ao desenvolvimento do bebê, período de desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Mais do que isto, é um período onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa, na aquisição das bases de sua personalidade e na percepção dos espaços de vivências.
” Atualmente os maiores desafios são o contexto de vida das famílias com suas vulnerabilidades sociais/culturais de violência, de projeto de vida e a falta de investimento financeiro/social dos setores governamentais”, aponta Gero Aguiar, coordenador executivo da ARCA.


E os desafios da infância segura e saudável também enfrenta, como diz Gláucia Holanda, a falta de cumprimento do papel dos responsáveis. “A maior dificuldades é fazer com que os responsáveis pelas crianças entendam os seus direitos e as respeitem como crianças. Muitos tratam as crianças como adultos ou não se acham responsáveis pela educação e transfere essa responsabilidade para a creche (CREI) ou escolas. Não é fácil receber uma caderneta de vacina sem nenhuma dose aplicada e a criança já com 3, 4, ou mais aninhos”.
Nesse contexto, umprojetoconstruído por várias mãos e compromisso tem uma grande missão de forma direta, na vida de mais de 200 crianças e 600 de forma indireta.

A importância das parcerias

É consenso entre os parceiros que o trabalho em redes faz a diferença. Para o coordenador da Associação Recreativa Cultural e Artística (ARCA) , a proposta de ser desenvolvido em Rede faz sim diferença, pois é alimentados por vários saberes que possibilitam uma maior diversidade de conhecimentos e experiências que são compartilhadas, além de passar a ter uma dimensão ampla na comunidade. O engajamento dos parceiros tem sido o diferencial na implementação do Projeto. Assim, todas as ações apresentam uma sinergia como Instituto InterCement, o Conselho de Desenvolvimento Comunitário (CDC), Fábrica, ARCA, Amazona, CRAS, CREI, Escolas – Estadual e Municipal, Escolinha Luz do Mundo, USF, ACIP, Igreja Nosso Senhor do Bonfim e a Rede Sócio Assistencial Amiga Ilha do Bispo.

Expressar que todos os resultados apresentados no primeiro semestre foram frutos de um trabalho em equipe, envolvendo parceiros e comunidade, sem eles/elas, que de fato abraçaram a ideia e a proposta do projeto, não teríamos alcançado. Que parceria e visibilidade são ferramentas importantes na consolidação da ações e na ampliação e fortalecimento das políticas públicas para o pleno desenvolvimento da infância, é o que reforça a coordenadora do projeto.

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